domingo, 13 de abril de 2014

Vou partir. Se não for hoje, será amanhã.

Tudo começou num virar à esquerda. Entendi que o caminho ideal seria o da esquerda. Tu, teimosamente, afirmavas ser o da direita. O reflexo de tudo o que nos tornámos. Incompreensíveis, incompatíveis e intolerantes. Já não tínhamos paciência um para o outro, vivíamos individualmente a nossa vida de casal e o cansaço ocupou o espaço que até então pertencia ao amor. Se te enganei? Sim, enganei. Vivi tempo demais preso a algo que construí mas já não alimentava. Se me enganaste? Claro que me enganaste. Parecias ser o que já não eras. Davas-me a mão quando tudo o que pretendias era fugir de mim. Deitavas-te ao meu lado quando já não dormias comigo.
O nosso amor morreu e só restava uma erva daninha chamada de cobardia. Nenhum de nós tinha a coragem de partir, nenhum dos dois tinha a força suficiente para derrubar os enormes muros que construímos em amor. Os mesmos que agora nos separam.
Antes de ontem, ofendi-me quando reparaste na minha forma de estar, em pleno jantar de amigos. Ontem, procurei desculpar a zanga devido ao quem põe a mesa. Hoje, respiro fundo e ignoro a discussão pelo caminho certo. Talvez amanhã acorde com a coragem suficiente para escolher o rumo certo. E se não o fizer, por amor de Deus, fá-lo tu.
Amei-te do fundo do meu coração mas um dia terei de te deixar, para nosso bem.

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