segunda-feira, 12 de maio de 2014

Capas Negras

Abri os braços e recebi-te como quem abraça o mundo. A minha capa negra cobriu-nos do frio, do mundo, dos problemas e de todas as adversidades da vida. Aquela capa, negra, suja, coberta de simbologia e de vidas passadas, fazia a ponte entre o nosso mundo e o deles. Eles eram eles, e nós os certos. Sei que a minha capa tinha algo de outras, de histórias antigas e de outros sonhos. Sei que a minha capa cruzava-se e encaixava na história de outras capas, mas era em ti que eu a queria ver. As nossas capas negras, lançadas ao vento, tocavam-se no alto do céu, com sonhos comuns e uma vida para construir. As nossas capas são cosidas a sonhos e esperanças, as dos outros são feitas de medo. 

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