domingo, 4 de maio de 2014

Mãe, és o mais perfeito pedaço de mim

Não há dia para uma mãe. Uma mãe é tão importante que me recuso a atribuir-lhe dias. Uma mãe merece semanas, meses e anos. E porque não vidas? Mas todas as vidas que se possam dar serão pequenas comparadas com uma mãe. Tenho apenas uma vida, mãe, e foste tu quem ma deste. Mas se alguém merece a minha vida, podes ter a certeza que esse alguém és tu.
Mãe, deste-me vida e ensinaste-me desde cedo a caminhar por este mundo. Protegeste-me quando não conseguia sequer ver o que me rodeava e ensinaste-me a seguir o meu caminho, ainda que cambaleando. Um dia largaste-me os braços e eu tive de andar sozinho, por caminhos incertos e linhas tremidas. Era a minha vida e tu sabias que fazia parte do crescer. Mas mãe, sempre senti os teus braços lá, quando tropeçava e ameaçava cair, quando dava um valente "bate cú" e custava demasiado voltar a erguer-me. Juro que sempre te senti a empurrares-me, a direccionares-me e a indicares-me o caminho. Mãe é mesmo isso, estar mesmo não estando, ser uma vez, ser para sempre.
O brilho nos teus olhos quando aprendi a dizer "mamã" foi o mesmo que senti quando te vi. É indescritível, é uma cumplicidade que ninguém pode apagar. Nos meus olhos serás sempre o modelo de mulher, a perfeição feminina. No meu peito és o calor dos dias frios e a mulher da minha vida.
Os anos passaram e continuaste a ser mãe em todo o real sentido da palavra. Continuas lá, protegendo-me, ensinando-me e aconselhando-me como mais ninguém. O teu coração bate por mim como o de nenhuma outra mulher baterá, sei disso, abraças-me como nenhuma outra mulher abraça.

Mãe, és o mais perfeito pedaço de mim.

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