segunda-feira, 5 de maio de 2014

Se algum dia quiser desistir de nós

Se algum dia disser que não te amo, não acredites. Podes esbofetear-me, abanar-me, ofender-me com todos os nomes que te vierem à cabeça. Só não acredites, não desistas e não me deixes partir. Acredito que, um dia, mais tarde ou mais cedo, um de nós se deixe vencer pelo cansaço, rodopie sobre o destino e se lance de cabeça para as dúvidas que fervilham na mente. É tão natural quanto pensar em ti. Aliás, pensar em ti ou duvidar de mim é uma fronteira tão ténue que muitas vezes não dá para discernir. Quantas são as vezes que penso seres uma mulher perfeita demais para mim e que, mais tarde ou mais cedo, irei acabar por acusar o desgaste psicológico dessa desigualdade? Quantas são as vezes em que procuro desistir de lutar por nós, já que um dia me vais quebrar aos bocados? São dúvidas, incertezas e perguntas para ninguém responder. São perguntas de um futuro mergulhadas em receios do presente.
Se algum dia desistir de nós, pede-me para continuar. Fala com a alma e age com o coração, dá-me um copo de água e um pouco de amor. Fica ao meu lado e ampara-me. Quando eu quiser desistir de ti, ajuda-me, estou doente. Não me deixes dar mais nenhum passo, será em falso e a queda levará à morte. Quando me agarrares e salvares do abismo, ecoarei o teu nome para sempre.

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