quinta-feira, 29 de maio de 2014

Tu, o contrário do mundo

É o teu desencontro com o mundo que me faz amar-te. Se tudo é complicado, descomplicas, se o dia é triste, de um inverno sem fim, chegas e sorris, trazes o sol perdido entre as nuvens. Quando penso que o precipício é o destino que me espera, dás-me a mão e mostras-me um atalho. Sempre que sinto o frio da solidão, vens, encostas-te e dás-me o teu calor. Juro que se o mundo rodar para a sua direita tu rodarás para a esquerda. E eu virar-me-ei para o teu lado, voltando as costas ao mundo. 
A sensação de viver passa por aproveitar-te e cada vez que falas, quebras o silêncio que todo o mundo me dá. Talvez seja respeito pela tua palavra, talvez seja aceitar a hierarquia em que te coloco no topo. És o meu topo do mundo, onde chego e permaneço, sem desejar nada mais para além de ti, sabendo que não há nada mais para além do que somos. O tempo dói quando não estás, mas não se sente quando chegas. Contigo sou o que queria ser, desalinhado de tudo o resto, perdido na rota da vida. Se o mundo nos foge, nós esperamos. Ele há-de rodar até nós.

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