terça-feira, 24 de junho de 2014

quando a porta se fecha e a noite vem

Chego a casa, fecho a porta e fico imóvel, encostada à fronteira que me divide de ti. O meu amor é isto, suster as pernas quando estou ao teu lado e sentir o seu desmoronar quando te vais. Meto música e danço, danço com todo o amor que trago no peito. Como posso sentir-me sozinha com tanto amor em mim? Danço, salto e abraço-me ao travesseiro. Regressei à adolescência, ao puro balanço das primeiras paixões. Mas desta vez é amor, só o amor é capaz de trazer a adolescência de volta, passado tanto tempo.
Amar-te não passa de tudo isto, festejar cada olhar, dançar com cada palavra. E amanhã, quando estiver contigo, tudo será normal, sem música, sem dança, sem adolescência. Talvez um dia te mostre o que se passa quando a porta se fecha e a noite vem.

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