segunda-feira, 28 de julho de 2014

O amor mata

Posso dar um conselho? Não ames. Pode parecer estapafúrdio, irracional e ridículo mas é o melhor conselho que te posso dar. Porque não deves amar? Porque amar dá vida e prazer, mas também o tira e...mata! Amar mata. Quando sentires o coração bombear sangue a um ritmo descomunal, quando sentires as tuas veias a dilatarem, o teu ritmo cardíaco disparar e as palavras não saírem como pretendes, pára! Estás a entregar-te ao amor, estás a deixar-te vencer. Lembra-te do tabaco e dos seus maços: "Fumar prejudica gravemente a saúde", "Fumar mata". E o amor, não é igual? Que torna o coração cada vez maior até chegar ao ponto de trabalhar em esforço? E no fim de provares todo o amor, quando ele acabar, sentirás a náusea da sua ausência, o enjoo diário a tudo o que te rodeia e a ressaca daquele estado de espírito que não tens?! Aí o coração fica pequeno, mirra, esvazia-se de conteúdo e tu de sentimentos. Perdes os sentidos, pois sem amor sentir não vale a pena. Não queiras amar, não te entregues, amar é bom demais para morrer assim. Passa ao lado, finge, desvia-te, brinca ao amor, mas não caias nas suas garras. Se morreres de amor morres como um verdadeiro idiota. Se morreres de amor morres com uma ferida no peito que teima em queimar, que demora a propagar-se e a adormecer-te em dor. Morrer de amor é ser assassinado sob a forma de suicídio. 

Não te esqueças, o amor mata.

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