quinta-feira, 2 de outubro de 2014

E tu vais vivendo,
vencendo,
lutando,
caindo,
procurando e conseguindo.

Depois vais-te apercebendo
que o mundo é grande e tu pequeno,
que o sol nasce e vai descendo
e que o tempo passa e vais perdendo
o tempo que já passou.

Então pensas se vale a pena o sacrifício,
a luta, a batalha e a guerra,
o sangue, a perda e a raiva
que depositas no teu viver.

No fim, percebes que tudo muda,
tudo vai e tudo cura,
o tempo ajuda a viver e a esquecer.

Mas o tempo foi-se nessa amargura,
nessa cólera da desventura,
no querer não sofrer.

E o tempo já foi, já não volta,
esse "tudo", agora, não mais importa
e perdeste-o sem saber.

Então concentras-te no desfrutar sem limites,
no querer e nos despiques,
de uma enorme vontade de viver.

E, concluindo, sentas-te e percebes,
és forte e fraco, não o negues,
és bom e mau, mas prossegues,..

porque és humano, nada mais.

2 comentários:

  1. Ahh o tempo!!!

    Tiago, estou aqui encantada com as tuas palavras. Sua poesia cantou. A derme arrepiou!
    Eu que sempre questiono o tempo e todas as suas horas que passam derrubando o meu sentir, vi em seus versos a perfeição do contar!!!

    Muito lindo!! Obrigada por esse presente numa sexta-feira em que o tempo teima em me desobedecer!! rs...

    Beijos!!!

    Espero sua visita!

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    Respostas
    1. Imenso obrigado, Suzana Martins!

      É uma honra receber essas bonitas palavras.

      Sem dúvida, o tempo é algo algo tão complexo...!

      Volte sempre, será sempre bem-vinda!
      Sinta-se em casa

      (Irei visitar sim!)

      Beijo.

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