quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Jurei não voltar a pôr as peças no tabuleiro da vida. Pelo menos da mesma maneira que joguei. Prometi ser cauteloso, sem grandes avanços, somente ligeiros recuos. Pensei que se me quisessem teriam de atacar, vir com tudo, sem medo de perder o que ainda não tinham ganho. Eu já não pensava em ganhar, apenas não voltar a perder. E para perder basta um instante, enquanto que ganhar é uma contínua luta sem fim.
Então chegaste, sem demonstrar os medos que qualquer um sente. Sem te afectares pelos nervos que te consomem. Jogaste sem medos, de forma directa e eficaz. Percebi com clareza o intuito de cada jogada - a tua simplicidade tem essa vantagem. Quando dei por mim, estava a avançar, também sem medos, sem pensar no desfasamento existente entre o que fazia e o que tinha planeado. Estava destinado a encontrar-te a meio, um 50-50, equilíbrio perfeito. Então joguei como já tinha jogado, com o coração e uma louca vontade de (te) ganhar.

Quando jogares, almeja a vitória, pois ninguém gosta de perder.

E se não pensares assim, não venhas, não metas as peças no tabuleiro da minha vida.

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